Há mais de um século, o dia 13 de maio marca a data da assinatura da lei que emancipou os escravos. O Brasil foi o último país da América a abolir a escravidão. Veja o trecho do artigo que fala sobre a luta pela emancipação dos negros cativos no país.
A luta pela abolição do trabalho escravo é antiga no Brasil. Os primeiros questionamentos a esse regime de trabalho começaram a ser formulados ainda no período colonial. Foi também no tempo da colônia que os primeiros focos de resistência negra ganharam força, como a célebre comunidade de Palmares: as primeiras referências à formação de um quilombo na região que viria a abrigar o grupo liderado por Zumbi datam de 1580. No entanto, essa questão só ganhou fôlego e projeção política maiores no período imperial, no século XIX. A partir da proibição definitiva do tráfico, em 1850, a escravidão passou a ser cada vez mais questionada no país, até ser definitivamente abolida em 13 de maio de 1888. Veja abaixo uma cronologia dos principais marcos desse processo:
. 1822 - É proclamada a independência do Brasil.
.1823 - José Bonifácio, o “patriarca da independência”, faz severas críticas ao modelo escravista na Assembléia Constituinte de 1823.
. 1831 - No dia 07 de novembro, é promulgada uma primeira lei de proibição do tráfico negreiro.
. 1850 - Aprovação da Lei Eusébio de Queirós, que previa a punição de traficantes de escravos.
.1871 - É aprovada, no dia 28 de setembro, a Lei do Ventre Livre, que proibia a escravização dos negros nascidos em solo nacional.
.1880 - É fundada, em 07 de setembro, a “Sociedade Brasileira Contra a Escravidão”, instituição criada pelo político e diplomata Joaquim Nabuco que lutou contra o regime.
.1883 - Joaquim Nabuco publica O Abolicionismo, uma das mais importantes obras a favor do fim do regime escravista
.1887 - A Lei Saraiva-Cotegipe, mais conhecida como Lei dos Sexagenários, passou a determinar a libertação dos escravos com mais de 65 anos
.1888 - No dia 13 de maio, a princesa Isabel assina a Lei Áurea. O ato põe fim a um processo político há muito em curso e, sob vários aspectos, já inevitável.
Segundo o Prof. Flávio Gomes e o Prof. Carlos Eduardo Moreira de Araújo, historiadores da UFRJ, o desafio mais recente tem sido conectar as experiências da escravidão e do pós-emancipação à história do trabalho e à organização dos trabalhadores.
Fone: Revista História Viva
sexta-feira, 14 de maio de 2010
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