domingo, 27 de junho de 2010

Só para refletir: Copa surgiu para aproximar os Povos

Eleito presidente da FIFA em 1921, Jules Rimet tinha o projeto de usar o futebol para aproximar os povos após o conflito da Primeira Guerra Mundial. Em 1930, o sonho se tornou realidade: há 80 anos nascia o evento esportivo mais popular do mundo.

No dia 21 de junho de 1930, um navio deslizava lentamente rumo ao horizonte. Saindo da França, seu destino era o Uruguai. A bordo, passageiros quase anônimos e um homem de terno e gravata, cabelos brancos e bigode finamente talhado ostentava um sorriso discreto. Em sua bagagem, uma estatueta de 30 cm de altura e 4 kg, representando uma Vitória segurando sobre a cabeça um vaso octogonal: a Copa do Mundo, um troféu de ouro maciço produzido pelo escultor francês Abel Lafleur. O homem que cuidava desse precioso tesouro chamava-se Jules Rimet. Seu motivo: aproximar os jogadores dos dois hemisférios, em um espírito de fraternidade, e fazer do futebol o rei dos esportes atléticos.

Em 1923, o jornalista Maurice Pefferkorn escreveria, sobre os talentos diplomáticos de Rimet: “Ele tem o espírito político que lhe sustenta o senso de governo. Ele tem o gosto do favor popular e o respeito da opinião das massas”.

Em 30 de julho de 1930, dia da final Uruguai-Argentina, os 80 mil torcedores uruguaios mal respiravam. A Celeste – como chamavam sua equipe – vencia por 3 a 2 pouco antes de soar o apito final, mas não estava a salvo de um contra-ataque argentino. Poucos minutos depois,o Centenario transbordava de felicidade. Jamais Jules Rimet havia conhecido “uma tal tempestade de entusiasmo, de emoção liberada”.

Jules Rimet havia vencido sua aposta: fazer dessa competição um formidável espetáculo popular de alcance universal.

http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/copa_surgiu_para_curar_as_feridas_da_primeira_guerra_6.html

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Artigo - Diário da Manhã



Bombeiros e Samu: campeonato fúnebre ou heróis da tragédia urbana?*

Nos últimos cinco anos, o Brasil tem observado uma mudança na tendência de queda nos acidentes de trânsito. Mesmo com a instituição da Lei Seca, o número de mortos na violência das ruas e estradas voltou a subir, contrariando uma vitória história obtida com o novo Código de Trânsito, a partir de 1998. Sem nenhum demérito ao inestimável trabalho que prestam os socorristas urbanos, o pensamento adotado pelo poder público deve ser tratar as causas e não apenas despejar dinheiro nos efeitos e consequências.

Parece bonito ver estampado na imprensa belíssimos anúncios de inaugurações de UPAs 24 horas e novas unidades do SAMU e notícias do belo trabalho prestado por nossos bombeiros, mas não pode ser assim. Vejam a edição do Jornal O Popular do último dia 17 de junho de 2010 e reflitam sobre a ironia. Na capa, a foto estarrecedora de um pai dilacerado pela dor da perda de um filho de apenas 21 anos em um acidente de trânsito nas ruas de Goiânia; na página seguinte, um grande anúncio do Ministério da Saúde sobre a inauguração de novas unidades de socorro, transmitindo falsamente bem estar, saúde e usa até a frase: “Mais agilidade e eficiência para todos os brasileiros”.

É o Brasil com mais saúde? Se no mínimo 90% das chamadas não fosse para atender a tragédia do trânsito justificaria e ainda não seria necessária tanta quantidade e sim o máximo de qualidade. Os acidentes têm um impacto econômico gravíssimo na sociedade. Estudo do Ministério do Planejamento, de 2008, revelou que o Brasil gasta anualmente cerca de R$ 92,2 bilhões com vítimas de acidentes externos, maior parte deles trânsito. Imagine essa economia com atendimentos, transporte, internações e, por fim, indenizações e INSS utilizada de outras formas, como a compra de novos equipamentos médicos ou a implantação de uma rede pública eficiente de odontologia, um dos pontos mais fracos do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, as faixas etárias mais afetadas são as dos 20 aos 39 anos (45%) e dos 40 aos 59 anos (26%), ou seja, idades produtivas. São jovens e pais de família - 85% dos mortos é do sexo masculino – que deixam de produzir no período mais crucial do sistema econômico.

No aspecto social, SAMU e bombeiros não podem continuar com esta funesta imagem de limpeza, recolhendo dia e noite nossos mortos e mutilados. São heróis da dor e do desespero. Já chegamos ao absurdo de nos acostumar e achar que isso é assim mesmo e que não tem jeito! Mas tem jeito! Basta o povo abrir os olhos e eleger políticos comprometidos, fichas limpas, patriotas e atenciosos aos problemas do país! É preciso eleger aqueles que realmente se preocupem com o bem coletivo maior e dar um basta em governos e agentes públicos populistas, enganadores e insensíveis a tantas mazelas que atingem nossas famílias.

Jair Cunha, é ex-presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros, de Capitalização e de Previdência Privada no Estado de Goiás (SINCOR-GO) e um dos fundadores do Sicoob CredSeguro


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* Artigo publicado no Diário da Manhã de segunda-feira, 21 de junho de 2010.




domingo, 20 de junho de 2010

Só para refletir: Energia eólica






A Europa deve adicionar este ano mais potencial de geração elétrica a partir de usinas eólicas do que de usinas termelétricas a gás natural. É um bom sinal para quem ainda acha que a energia dos ventos é apenas decorativa. A estimativa é da Associação de Energia Eólica da Europa (a EWEA).


É um sinal de que, além de boa para o clima da Terra, a energia dos cataventos também faz sentido econômico.

Os chineses estão caminhando rapidamente para expandir seu parque eólico, rumando para a liderança mundial no setor.

Bem que o governo brasileiro poderia ser mais agressivo na expansão das usinas eólicas .

No endereço http//www.seplan.go.gov.br/sepin/pub/conj/conj10/artigo05.pdf, encontramos um artigo que discute em que dimensão a energia eólica pode alavancar o Brasil e na Região Centro-Oeste do país. Segundo o estudo o consumo de energia elétrica da Região Centro-Oeste tende a ser maior que o próprio crescimento econômico, tendo como principais fontes primárias não renováveis como o carbono, petróleo e lenha, fazendo que importe recursos enérgéticos, diminuindo assim sua competitividade.

Para que Goiás, que tem posição geográfica favorável, evolua no que se refere à expansão da energia eólica como fonte enérgica alternativa sustentável, conclui o estudo, deve pautar-se na análise sistemática desta tecnologia e em incentivos para atração de capital.

Veja no gráfico abaixo do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) do Ministério das Minas e Energias para as regiões do Brasil.

http://www.mme.gov.br/programas/proinfa/%22%3Ehttp://www.mme.gov.br/programas/proinfa/

Clique no gráfico para aumentar a imagem.





quinta-feira, 17 de junho de 2010

Curtas do Mercado de Seguros


Artigo do presidente do Sincor Df, Dr. Dorival de Sousa, publicado na revista Apólice orienta sobre cuidados na contratação de seguros, em especial via internet e reforça o importante papel do Corretor de Seguros.

Presidente do Sincor-DF alerta consumidor sobre importância do corretor de seguros.


O seguro contratado através da Internet pode ser uma decepção e uma tremenda dor de cabeça na hora da indenização.Na hora de contratar o seguro do automóvel, em muita das vezes, a grande preocupação do proprietário é conseguir o menor preço, pesquisando através da Internet ofertas de várias companhias e caprichando no preenchimento da declaração do próprio perfil. Mas quem foge da realidade e não tem uma consultoria e assessoria por parte de um profissional corretor de seguros pode pagar caro ou ter uma tremenda dor de cabeça quando tiver que acionar o seguro. A orientação que nós, corretores de seguros, prestamos a este tipo de consumidor é para analisarem com bastante cuidado as propostas em todos os aspectos, para não se arrependerem depois. Muitos consumidores não entendem o significado do termo "franquia", APP, RCF (DM) e (DC), e nem a sua aplicabilidade quando da ocorrência de um possível sinistro e poucos se importam com os seus valores, por exemplo. Outros fatores, tais como, condutor principal, condutores eventuais, se o veículo será conduzido por filhos de 18 a 24 anos, não são observados e nem respondidos com precisão por parte do futuro segurado.
Aqui fica um alerta aos consumidores de seguro, o contrato de seguro correto não é o de valor mais barato, mas sim o que oferece a melhor relação entre a franquia, informações precisas no tal perfil e o custo final do seguro. Também é preciso ser sincero ao dizer que o carro não será dirigido por filhos entre 18 e 24 anos e outras perguntas, só para conseguir um bom desconto. Caso aconteça um sinistro com o veículo segurado e o seu condutor estiver nesta faixa etária, a seguradora não irá cobrir o prejuízo.
Um dos principais questionamentos por parte do consumidor é qual a razão do valor do prêmio das apólices de seguros variam tanto de um dia para outro, e também, de uma seguradora para outra seguradora.
Aqui vale um destaque, as seguradoras trabalham mais com os próprios índices de sinistralidade do que pela média de preço praticada pelo mercado segurador. A lógica atribuída pelas companhias seguradoras é dividir o prejuízo de um determinado modelo por todos os proprietários desse modelo que são seus clientes. Por isso, um carro pode ter um índice menor em uma companhia e maior em outra. Na média, os carros de seguro mais caro, em qualquer companhia, são os mais visados por ladrões e esportivos.
A nossa orientação é a seguinte: seguro só com corretor de seguros.

Dorival Alves de Sousa é presidente do Sincor-DF

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Artigo - Diário da Manhã


Capacitação profissional através da Cooperação*


Uma dos grandes desafios de empresas, famílias e governos em momento presente, é preparar nossos jovens para o primeiro emprego ou para simplesmente iniciar sua vida laboral. Esta angústia povoa a maioria das famílias na base social de todas as regiões de nosso estado e porque não dizer de todo Brasil. Formar bons indivíduos e ao mesmo tempo imprimir nestes os princípios básicos de viver no conjunto da comunidade é um desafio cada vez maior. A organização social brasileira e o principio federativo de união, estados e municípios, não tem sido capazes de suprir todas as demandas exigidas para a formação desta e de outras necessidades de nossos jovens, que principalmente nos extratos inferiores, se encontram desamparados e bastante expostos a índices elevados de violência, drogas, evasão escolar, dentre outros.

Amparado nesta constatação e, com a certeza de que um dos caminhos a ser buscado é a idéia de que através dos princípios de união do cooperativismo e com a motivação a ser oferecida pelos poderes constituídos é possível o desenvolvimento de cooperativas que em conjunto com os demais meios já existentes possam contribuir com a formação destes jovens, especialmente seguindo a vocação de cada região e em convênio com escolas, universidades e prefeituras. O Brasil de hoje já pode contar com um eficiente sistema cooperativo, que avançou bastante nos últimos anos. Organizações e entidades como OCB, SEBRAE e Sistema S são, em função deste avanço, excelentes canais de estudo, viabilização e motivação para que as cooperativas possam nascer e desempenhar seu papel auxiliar neste importante contexto de emprego e renda, capaz de suprir em grande número a necessidade de qualificação de mão de obra. Estruturalmente, vivemos com elevadas taxas de desemprego, muito em função da falta de mão de obra qualificada, o que passa também por um sistema de ensino que deveria já ser capaz de oferecer uma grade escolar muito mais pensada e rica, Seja no âmbito das artes, línguas, esportes, valores cívicos, ética, princípios de cidadania e educação financeira.

O desafio é permanente. O Brasil hoje se destaca no cenário mundial e é destino de muito investimento em todas as áreas. Tais investimentos, porém, de nada valem se a mão-de-obra não qualificada forçar as empresas e indústrias a trazer profissionais de fora, mesmo que de outras regiões do Brasil. Em um cenário assim, a empresa passa a nada oferecer para seu entorno. Outro ponto é a empresa ser forçada a qualificar seus funcionários, o que espanta e muito os investimentos. Todos esperam investir em um local onde já possa contar com uma estrutura pronta. Como mostra recentes pesquisas, os brasileiros de todas as classes sociais aumentaram de forma expressiva a percepção por políticas de longo prazo. Neste aspecto, só uma formação educacional mais completa e planejada será capaz de responder ao sonho de um de país melhor.


Jair Cunha, é ex-presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros, de Capitalização e de Previdência Privada no Estado de Goiás (SINCOR-GO) e um dos fundadores do Sicoob CredSeguro.

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* Artigo publicado na edição de segunda-feira, dia 14 de junho de 2010, no jornal Diário da Manhã, de Goiânia (GO).




domingo, 13 de junho de 2010

Só para refletir: O vício do novo Século




É difícil perceber o momento em que alguém deixa de fazer uso saudável e produtivo da internet para estabelecer com ela uma relação de dependência. Os jovens representam cerca de 90% dos que navegam na internet e são de longe, os mais propensos a extrapolar o uso desta, diz o psiquiatra Rafael Karam: “Num momento em que a própria personalidade está por se definir, a internet proporciona um ambiente favorável para que eles se expressem livremente” e eu completaria dizendo: ... com isso está se tornando comum estes se sentirem satisfeitos apenas em se relacionar pela rede. Inúmeras famílias já convivem com este problema e ainda não estão encontrando orientação e tratamento, principalmente na rede pública. Como observador de nossos jovens, sinto que passa da hora de todos se preocuparem com esta questão.

Como contribuição, enviamos consulta para o Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP e veja o que a Dra.Sylvia Van Enck respondeu:

"O tratamento para dependência de Internet é bastante recente e ainda não temos conhecimento de profissionais que atuem nesta direção em outros estados do Brasil. Como o uso excessivo de Internet costuma refletir também nas relações familiares, temos sugerido Terapia Familiar. Existe a ACOTEF (Associação Centro-Oeste de Terapia Familiar - http://www.abratef.org.br/index.php que possui profissionais nesta área em cidades como Goiania e Brasília (DF).
Atenciosamente,
Sylvia van Enck - Psicóloga - Equipe AMITI - Ambulatório dos Transtornos do Controle dos Impulsos IPq - Hospital das Clínicas da FMUSP"


Segue abaixo, algumas características de usuários graves de internet, que passam muito tempo e que podem ter dependência de internet:

- Pessoas inteligentes e mentalmente muito ágeis
- Preferem passar o “dia todo” conectados
- Pertencentes a todas as faixas etárias
- Apresentam depressão e/ou ansiedade
- Preferem as interações virtuais as reais
- Utilizam a internet como uma forma de expressão daquilo que realmente são e pensam (refúgio)
- Ciclo de amizades e de relacionamentos muito empobrecido
- Desenvolvem idiossincrasias(maneira de ver, sentir, reagir peculiar a cada pessoa) na rede.

http://www.dependenciadeinternet.com.br/

Deixe aqui o seu comentário ou envie para jaircunha33@gmail.com

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Artigo publicado

O Cooperativismo de crédito e o desenvolvimento social*


Com suas bases fundamentadas no mutualismo, na democracia, na distribuição de sobras e perdas e na prática de igualdade de condições, o cooperativismo de crédito se firma como uma grande ferramenta de fortalecimento econômico de vários seguimentos e comunidades do contexto social brasileiro. Por ser uma sociedade de pessoas, estas organizações conseguem proporcionar um ambiente mais solidário de gestão e cada cooperado é verdadeiramente parte ativa de uma sociedade e seu nível de comprometimento é estimulado através de participação nos processos decisórios. Ao se cooperar, todos passam a ter razões estatutárias de direitos e deveres e através da auto-gestão conseguem se comportar de forma mais solidária e passam a ter razões de verdadeiros donos de um negócio capaz de mutuamente lhes oferecer serviços financeiros e ainda gerar sobras.

Uma cooperativa singular de crédito se caracteriza como uma organização que não possui e não retem capital para a própria pessoa jurídica. Seu capital se encontra individualmente representado pela quantidade de cotas que cada cooperado possui em sua conta capital. Todo resultado obtido é destinado á sua manutenção e garantia de segurança e o restante integralmente distribuído entre seus associados no final de cada exercício fiscal. Outro ponto que merece destaque é que ao se instalar em um município ou comunidade uma cooperativa bem administrada e que rapidamente consegue envolver seus cooperados em níveis de compromisso recomendado, logo será capaz de influenciar na economia destas comunidades uma vez que os resultados obtidos são integralmente aplicados nos bens, serviços , industria e comercio local. Em um país como o Brasil que ainda sangra na grande ferida das desigualdades, o cooperativismo, no jargão popular é um “santo remédio”, seja para o crédito ou para qualquer outro ramo de atividade humana e comunitária em que possa ser aplicado.

Este ano teremos dois grandes eventos de alcance nacional no Brasil: a Copa do Mundo e as eleições. Vamos todos, além de torcer pela seleção, torcer também para que a nação brasileira seja sábia e consiga escolher governantes e agentes públicos verdadeiramente comprometidos, socialmente mais justos e comprometidos com o bem comum, a exemplo do cooperativismo!

Jair Cunha, é ex-presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros, de Capitalização e de Previdência Privada no Estado de Goiás (SINCOR-GO) e um dos fundadores do Sicoob CredSeguro.


* Artigo publicado na edição do domingo, 6 de junho de 2010 no jornal Diário da Manhã (GO)