Com suas bases fundamentadas no mutualismo, na democracia, na distribuição de sobras e perdas e na prática de igualdade de condições, o cooperativismo de crédito se firma como uma grande ferramenta de fortalecimento econômico de vários seguimentos e comunidades do contexto social brasileiro. Por ser uma sociedade de pessoas, estas organizações conseguem proporcionar um ambiente mais solidário de gestão e cada cooperado é verdadeiramente parte ativa de uma sociedade e seu nível de comprometimento é estimulado através de participação nos processos decisórios. Ao se cooperar, todos passam a ter razões estatutárias de direitos e deveres e através da auto-gestão conseguem se comportar de forma mais solidária e passam a ter razões de verdadeiros donos de um negócio capaz de mutuamente lhes oferecer serviços financeiros e ainda gerar sobras.
Uma cooperativa singular de crédito se caracteriza como uma organização que não possui e não retem capital para a própria pessoa jurídica. Seu capital se encontra individualmente representado pela quantidade de cotas que cada cooperado possui em sua conta capital. Todo resultado obtido é destinado á sua manutenção e garantia de segurança e o restante integralmente distribuído entre seus associados no final de cada exercício fiscal. Outro ponto que merece destaque é que ao se instalar em um município ou comunidade uma cooperativa bem administrada e que rapidamente consegue envolver seus cooperados em níveis de compromisso recomendado, logo será capaz de influenciar na economia destas comunidades uma vez que os resultados obtidos são integralmente aplicados nos bens, serviços , industria e comercio local. Em um país como o Brasil que ainda sangra na grande ferida das desigualdades, o cooperativismo, no jargão popular é um “santo remédio”, seja para o crédito ou para qualquer outro ramo de atividade humana e comunitária em que possa ser aplicado.
Este ano teremos dois grandes eventos de alcance nacional no Brasil: a Copa do Mundo e as eleições. Vamos todos, além de torcer pela seleção, torcer também para que a nação brasileira seja sábia e consiga escolher governantes e agentes públicos verdadeiramente comprometidos, socialmente mais justos e comprometidos com o bem comum, a exemplo do cooperativismo!
Jair Cunha, é ex-presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros, de Capitalização e de Previdência Privada no Estado de Goiás (SINCOR-GO) e um dos fundadores do Sicoob CredSeguro.
* Artigo publicado na edição do domingo, 6 de junho de 2010 no jornal Diário da Manhã (GO)
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