Capacitação profissional através da Cooperação*
Uma dos grandes desafios de empresas, famílias e governos em momento presente, é preparar nossos jovens para o primeiro emprego ou para simplesmente iniciar sua vida laboral. Esta angústia povoa a maioria das famílias na base social de todas as regiões de nosso estado e porque não dizer de todo Brasil. Formar bons indivíduos e ao mesmo tempo imprimir nestes os princípios básicos de viver no conjunto da comunidade é um desafio cada vez maior. A organização social brasileira e o principio federativo de união, estados e municípios, não tem sido capazes de suprir todas as demandas exigidas para a formação desta e de outras necessidades de nossos jovens, que principalmente nos extratos inferiores, se encontram desamparados e bastante expostos a índices elevados de violência, drogas, evasão escolar, dentre outros.
Amparado nesta constatação e, com a certeza de que um dos caminhos a ser buscado é a idéia de que através dos princípios de união do cooperativismo e com a motivação a ser oferecida pelos poderes constituídos é possível o desenvolvimento de cooperativas que em conjunto com os demais meios já existentes possam contribuir com a formação destes jovens, especialmente seguindo a vocação de cada região e em convênio com escolas, universidades e prefeituras. O Brasil de hoje já pode contar com um eficiente sistema cooperativo, que avançou bastante nos últimos anos. Organizações e entidades como OCB, SEBRAE e Sistema S são, em função deste avanço, excelentes canais de estudo, viabilização e motivação para que as cooperativas possam nascer e desempenhar seu papel auxiliar neste importante contexto de emprego e renda, capaz de suprir em grande número a necessidade de qualificação de mão de obra. Estruturalmente, vivemos com elevadas taxas de desemprego, muito em função da falta de mão de obra qualificada, o que passa também por um sistema de ensino que deveria já ser capaz de oferecer uma grade escolar muito mais pensada e rica, Seja no âmbito das artes, línguas, esportes, valores cívicos, ética, princípios de cidadania e educação financeira.
O desafio é permanente. O Brasil hoje se destaca no cenário mundial e é destino de muito investimento em todas as áreas. Tais investimentos, porém, de nada valem se a mão-de-obra não qualificada forçar as empresas e indústrias a trazer profissionais de fora, mesmo que de outras regiões do Brasil. Em um cenário assim, a empresa passa a nada oferecer para seu entorno. Outro ponto é a empresa ser forçada a qualificar seus funcionários, o que espanta e muito os investimentos. Todos esperam investir em um local onde já possa contar com uma estrutura pronta. Como mostra recentes pesquisas, os brasileiros de todas as classes sociais aumentaram de forma expressiva a percepção por políticas de longo prazo. Neste aspecto, só uma formação educacional mais completa e planejada será capaz de responder ao sonho de um de país melhor.
Jair Cunha, é ex-presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros, de Capitalização e de Previdência Privada no Estado de Goiás (SINCOR-GO) e um dos fundadores do Sicoob CredSeguro.
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* Artigo publicado na edição de segunda-feira, dia 14 de junho de 2010, no jornal Diário da Manhã, de Goiânia (GO).
Muito bom o texto e bem escrito.Com certeza uma formação educacional mais completa contribuiria muito para a melhora do país, vez que o jovem poderia ter uma capacitação melhor. Eu sou professora de escola pública, é claro, que não contamos com cursos profissionalizantes no ensino médio, entretanto, ministramos da melhor forma possível todo conteúdo exigido pela grade curricular. E não é só isso, trabalhamos os princípios éticos, incentivamos nossos alunos a terem uma progressão profissional(incentivando-os a aperfeiçoarem-se; seja a partir de um curso superior ou técnico). Eu particularmente, procuro interagir o máximo possível com os alunos, levando-os a refletir sobre a linguagem... Contudo, caro Jair, infelizmente por mais que incentivemos estes jovens, a grande maioria apresenta um desinteresse total pelos estudos. Isso estou falando da realidade que tenho vivido ultimamente, e com relação a escola pública. Os jovens andam muito descrentes, e o pior, por mais que nós professores nos empenhamos, a culpa recai sobre nós.
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