"Nossos genes egoístas veem vantagens na ajuda e na cooperação", alerta o colunista de AMANHÃ Eloi Zanetti. Se assim for que então façamos uso desses genes para aplicarmos os valores do cooperativismo de ajuda mútua, responsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade em nossas vidas e negócios. Veja alguns tópicos do artigo:
Antropólogos calculam em aproximadamente 12 mil anos o tempo em que nós, humanos, começamos a nos reunir de forma social, em tribos, para melhor sobreviver neste perigoso planeta chamado Terra. Dizem também que, na natureza, os seres vivos, animais e vegetais que mais chances têm de sobrevivência a longo prazo são aqueles que mais cooperam entre si, sendo ou não da mesma espécie. E que esta busca pela ajuda mútua torna-os mais aptos na escala evolutiva. A mãe-natureza, como toda boa progenitora, sempre que pode, tenta nos ensinar alguma coisa.
O conceito cooperativista nasceu por iniciativa de 28 tecelões de Rochdale, Manchester, Inglaterra, em 1844. O grupo se chamava "Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale". No Brasil, o sistema se iniciou em 1847, quando o médico francês Jean Maurice Faivre inaugurou a Colônia Teresa Cristina, com inspiração nos ideais humanistas, junto com outros colonos europeus no Paraná. No entanto, costuma-se creditar o nascimento do cooperativismo no Brasil ao surgimento, em 1902, da Sparkasse Amstad - Caixa de Economia e Empréstimos, também conhecida como Caixa Rural -, origem do atual Sicredi, em Nova Petrópolis (RS).
Hoje, o sistema brasileiro soma 7.682 cooperativas, quase 8 milhões de cooperados, representando 13 importantes setores da economia - das agrícolas aos taxistas.
Para entender o sistema, recomendo não a leitura dos livros do setor, mas os trabalhos sobre a teoria dos "comuns" da dra. Elinor Ostrom, primeira mulher a receber um Prêmio Nobel de Economia, e As Origens da Virtude, de Matt Ridley.
Fazer um departamento colaborar com o outro é um dos maiores desafios dos gestores modernos. Especialistas em comunicação interna se desdobram no eterno trabalho de catequese para que todos entendam o sistema ao qual pertencem. "Sem cooperação, não há salvação. Me ajude que eu faço sozinho".
Texto extraído da Revista Amanhã
quarta-feira, 14 de abril de 2010
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