
Era só o relógio marcar 10 horas para Anderson Ferreira, sócio fundador da Base Brasil, empresa paulista de consultoria em seguros de benefícios, perceber que o rendimento da equipe começava a cair. O mesmo acontecia depois das 15 horas. A razão do desânimo e do cansaço dos 200 funcionários? Fome. Ele viu no problema uma oportunidade para introduzir alimentos saudáveis na empresa. Criou o programa Comer Bem, um carrinho conduzido pela copeira que passa no meio da manhã e da tarde nas estações de trabalho para oferecer, gratuitamente, frutas, barras de cereal e iogurtes. “O custo é baixo. Com o programa, a produtividade da equipe aumentou em 30%.
Empolgado, Ferreira passou a promover outras ações: convênio com farmácias, blitz de nutrição e de fisioterapia e o programa anjo da guarda, que consiste no monitoramento e em cuidados especiais voltados aos portadores de doenças crônicas.
Qualidade de vida é competitividade. “Os empreendedores precisam entender que cuidar do bem-estar da equipe tem a ver com sustentabilidade econômica”, afirma Alberto Ogata, presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida. “O funcionário estressado ou com problemas de saúde tem uma produtividade menor e muito mais chance de se envolver em acidentes de trabalho.” Para decidir quais ações implementar, Ogata lembra que é preciso conciliar as metas da empresa — diminuir faltas, acidentes e gastos com médicos — com os interesses dos colaboradores. “Deve-se descobrir o que eles consideram importante para o programa ter popularidade”, diz.
COMO ANDA A SAÚDE DOS TRABALHADORES
O Sesi realizou pesquisa pioneira, em todo o Brasil, sobre o estilo de vida e hábitos de lazer dos trabalhadores da indústria, com 47.886 funcionários de 2.775 empresas. Confira.
20,9% afirmam não ter uma boa qualidade de sono
33% consomem álcool em excesso
34,7% se sentem cansados após o trabalho
40,5% têm excesso de peso
45,4% não realizam qualquer atividade física
47,9% alimentam-se com uma baixa quantidade de verduras e salada verde
51% nunca ou raramente usam protetor solar
Por Elisa Corrêa
Texto extraído da Revista PEGN
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