A ideia do governo de criar uma seguradora estatal para garantir o seguro de crédito de grandes projetos de infraestrutura, publicada pelo Valor Econômicorecebeu críticas do setor. Até o titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Armando Vergílio, manifestou-se contra a medida. Executivos do mercado ouvidos pelo Valor também atacaram a proposta.
Vergílio disse que "desconhece" a criação de uma nova seguradora estatal. Na opinião do "xerife" do mercado segurador, a criação de uma nova empresa é "desnecessária, porque o mercado já oferece garantias suficientes", afirmou. Sua sugestão é que o governo poderia criar um "fundo estruturante para subsidiar garantias, a exemplo dos que já existem para o seguro rural, naval e habitacional".
Alexandre Malucelli, presidente de uma das poucas seguradoras e resseguradoras de capital nacional dedicadas exclusivamente a riscos de engenharia e garantia a projetos de infraestrutura do país, a J. Malucelli, acredita que o governo não precisa criar uma estatal de seguros para dar conta dos investimentos previstos para os próximos anos.
Conforme o Valor noticiou na edição de ontem, o governo quer corrigir uma suposta falta de seguradoras nacionais de grande porte, capazes de bancar os riscos previstos em obras de infraestrutura para os próximos anos, como o trem de alta velocidade e as voltadas para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.
Estima-se que estes projetos poderão movimentar R$ 200 bilhões nos próximos anos e a criação da seguradora estatal seria uma forma de impedir que o BNDES assuma os riscos desses grandes financiamentos sozinho.
Valor Econômico/Finanças/SP (Trecho)
domingo, 14 de março de 2010
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